Brasil

"Curiosidade": o momento em que Bolsonaro confessa que danificou pulseira eletrónica com ferro de soldar

Jair Bolsonaro cumpria prisão domiciliária desde agosto, após ter sido condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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Em prisão domiciliária há vários meses, o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi detido este sábado depois de ter tentado abrir a pulseira eletrónica com um ferro de soldar. Por "curiosidade", disse, mas a justiça acusa-o de ter tentado fugir.

O antigo chefe de Estado foi condenado, em setembro, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado com o objetivo de impedir o regresso ao poder do rival de esquerda, Lula da Silva, que o derrotou nas presidenciais de outubro de 2022.

Bolsonaro, de 70 anos, encontrava-se em prisão domiciliária e sob vigilância eletrónica desde agosto, tendo sido levado para as instalações da Polícia Federal em Brasília. Na decisão, consultada pela AFP, o juiz Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, explica que se trata de uma detenção provisória e não para cumprimento da pena.

Segundo o magistrado, o ex-presidente tentou "partir" a pulseira eletrónica na esperança de fugir durante uma manifestação, perto da sua residência. Moraes referiu um "risco elevado de fuga".

O próprio Bolsonaro reconheceu ter danificado o dispositivo com um ferro de soldar, num vídeo divulgado pelas autoridades. À polícia que lhe perguntava sobre as marcas visíveis de queimadura no aparelho e se usou um ferro de engomar, Bolsonaro respondeu:

"Não, um ferro de soldar." Por "curiosidade", acrescenta, num tom descontraído.

O seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro, tinha convocado uma vigília nas imediações da casa do ex-presidente. Segundo o juiz Moraes, a concentração criava uma "possibilidade de tentativa de fuga para uma das embaixadas próximas", sublinhando a proximidade da embaixada dos Estados Unidos. Jair Bolsonaro é aliado do presidente norte-americano, Donald Trump.