As autoridades norte-americanas continuam à procura dos motivos que terão levado o português Cláudio Valente a atacar a Universidade Brown e a assassinar o cientista Nuno Loureiro.
Em dois dias, o português, de 48 anos, terá matado três pessoas. À NBC News, um alto funcionário da polícia norte-americana admite que a investigação está em aberto e que ainda estão a tentar decifrar as razões para os atos de Cláudio Valente.
Até ao momento, não foi encontrado qualquer tipo de mensagem deixada pelo suspeito que pudesse fornecer alguma pista.
O canal de televisão norte-americano cita outros dois altos funcionários da polícia para revelar que as balas utilizadas no assassinato de Nuno Loureiro não coincidem com as que foram usadas para o ataque na Universidade Brown, motivo pelo qual a polícia está a tentar determinar se foram usadas armas diferentes e que tipo de armas de fogo é que Cláudio Valente tinha em sua posse.
As autoridades sublinham que os esforços do suspeito para escapar à Justiça foram significativos. De acordo com a procuradora federal Leah Foley, Cláudio Valente terá utilizado um telemóvel Google com um cartão SIM estrangeiro, o que terá dificultado a obtenção de dados e informações do telemóvel em tempo real.
O português usou também placas de matrícula diferentes, naquilo que terá sido uma tentativa de escapar à tecnologia de leitura de matrículas. Terá ainda tentado alterar o local de devolução do carro que alugou de Boston para Hartford e o Aeroporto Bradley, estando a investigação a tentar descobrir se também isso terá sido mais uma manobra para despistar a polícia.
