Cláudio Manuel Neves Valente, suspeito do homicídio de Nuno Loureiro, nos Estados Unidos, fez o ensino básico na escola Rui de Andrade e o 10.º ano na escola secundária do Entroncamento. Os colegas recordam-nos como um jovem reservado, que pertencia ao grupo dos vídeos jogos, introspetivo e um bom aluno.
Saiu para a secundária Maria Lamas, já em Torres Novas, onde fez o 11.º e o 12.º ano com notas brilhantes, destacando-se na disciplina de Física. Concorreu as olimpíadas nacionais dessa disciplina e, por ter alcançado lugar de destaque, fez parte da comitiva nacional que representou Portugal na Austrália em 1995.
Nesse mesmo ano, Cláudio Valente concorreu ao Instituto Superior Técnico em Lisboa, onde conheceu o investigador Nuno Loureiro. Acabou o curso de Física Tecnológica com média de 19, em 2000, e candidatou-se a uma pós-graduação na Universidade de Brown, nos Estados Unidos. Frequentou a instituição entre 2000 e 2001, ano em que desistiu do curso por motivos desconhecidos.
O português era o principal suspeito do atentado, no passado sábado, na Universidade de Brown, e da morte de Nuno Loureiro, cientista português, professor no MIT, que terá conhecido ainda em Portugal.
Cláudio Valente, de 48 anos, foi encontrado morto na noite de quinta-feira com um ferimento de bala autoinfligido, anunciou o chefe de polícia de Providence, no estado norte-americano de Rhode Island, Oscar Perez, em conferência de imprensa. Perez disse que, segundo a investigação, o suspeito terá agido sozinho.
Nuno Loureiro ingressou no MIT em 2016 e foi nomeado, no ano passado, para liderar o Centro de Ciência de Plasma e Fusão, onde trabalhou para promover tecnologias de energia limpa e outras investigações. O centro, um dos maiores laboratórios do MIT, tinha mais de 250 pessoas a trabalhar em sete edifícios quando o português assumiu a direção.
O Presidente Donald Trump suspendeu o programa de vistos que permitiu a entrada nos Estados Unidos do português suspeito de matar o físico Nuno Loureiro e outras duas pessoas na Universidade Brown, em ataques separados.
O Governo português expressou hoje "grande tristeza e consternação" por o suspeito ser um cidadão de Portugal.
Com LUSA
