EUA

"Foi outro português que cometeu o crime": comunidade portuguesa em Massachussets chocada com morte de Nuno Loureiro

A comunidade portuguesa nos Estados Unidos, com especial concentração em Massachusetts, onde vivem mais de 300 mil portugueses e lusodescendentes, está em choque após o homicídio do físico português Nuno Loureiro. O responsável pelos crimes terá sido Cláudio Valente, de 48 anos, também português.

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Os Estados Unidos tornaram-se num dos principais destinos da emigração portuguesa no início do século XX e, mais tarde, nos anos 70, com uma forte ligação aos Açores. A partir de 1958, com a erupção do vulcão dos Capelinhos, no Faial, milhares de açorianos foram acolhidos na América, sobretudo em áreas como o estado de Massachusetts.

A comunidade portuguesa está agora em choque com o homicídio do físico português Nuno Loureiro e com o ataque a tiro que fez dois mortos, na Universidade Brown, em Providence, no estado de Rhode Island, que terão sido perpetrados por outro português, Cláudio Valente.

Ainda faltam respostas para uma tragédia que para a comunidade portuguesa nunca terá sentido. Só na região de Massachusetts estima-se que vivam, atualmente, mais de 300 mil portugueses e lusodescendentes.

Os investigadores acreditam que Valente é responsável pelo ataque na Universidade Brown e pelo assassinato do professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o português Nuno Loureiro, morto a tiro em casa, em Brookline, na segunda-feira, de acordo com a procuradora federal de Massachusetts, Leah B. Foley.

Valente e Loureiro frequentaram o mesmo programa académico numa universidade em Portugal, entre 1995 e 2000, acrescentou Foley. Nuno Loureiro, que cresceu em Viseu, formou-se e fez investigação no Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa.

Nuno Loureiro ingressou no MIT em 2016 e foi nomeado, no ano passado, para liderar o Centro de Ciência de Plasma e Fusão, onde trabalhou para promover tecnologias de energia limpa e outras investigações. O centro, um dos maiores laboratórios do MIT, tinha mais de 250 pessoas a trabalhar em sete edifícios quando o português assumiu a direção.