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Supremo Tribunal mantém condenação de "Rei Ghob" a 25 anos de prisão por triplo homicídio

O Supremo Tribunal de Justiça rejeitou o recurso  da defesa de Francisco Leitão, conhecido por 'Rei Ghob', e manteve a condenação  de 25 anos de prisão por triplo homicídio, confirmada em janeiro pelo Tribunal  da Relação de Lisboa. 

LUSA

No acórdão datado de quinta-feira, a que a agência Lusa teve acesso,  o Supremo Tribunal de Justiça decidiu "rejeitar o recurso da defesa relativamente  aos crimes de ocultação de cadáver, falsificação de documento e detenção  ilegal de arma, bem como da parte em que pede o reexame da matéria de facto".

O Supremo não deu qualquer provimento a outros argumentos apresentados  pela defesa, confirmando a condenação em primeira instância, pelo Tribunal  de Torres Vedras, em março de 2012 e o acórdão de janeiro do Tribunal da  Relação de Lisboa. 

O advogado de defesa do arguido, Fernando Carvalhal, veio pedir a nulidade  do acórdão ao alegar falta de fundamentação da decisão e de exame crítico  das provas. 

Ao considerar que a decisão não teve suporte probatório e que não há  provas de que as três pessoas desaparecidas, vítimas de Rei Ghob, estejam  mortas, a defesa defendeu que foram violados os princípios da presunção  da inocência, pelo que o arguido deveria ser absolvido dos crimes de homicídio  e de ocultação de cadáver. 

A condenação a 25 anos foi também considerada desajustada, mas o Supremo  concluiu que a gravidade dos factos é demasiado grave e a personalidade  do arguido são determinantes para manter a pena de 25 anos.  

No acórdão, o Supremo Tribunal de Justiça relembrou que a sua função  não é repetir o julgamento em segunda instância nem voltar a examinar a  matéria de facto, mas apenas avaliar os erros de procedimento ou de julgamento  que tenham sido referidos em recurso. 

Rei Ghob foi julgado no Tribunal Criminal de Torres Vedras por quatro  homicídios, mas foi condenado apenas por triplo homicídio, não tendo sido  ficado provada a acusação referente ao homicídio de um idoso sem-abrigo.

O Tribunal de Torres Vedras absolveu-o pelo homicídio do sem-abrigo  e condenou-o a 13 anos de prisão num homicídio, 12 anos e meio noutro e  a 18 anos num outro.  

Pelos três crimes de ocultação de cadáver, o tribunal condenou o sucateiro  a três anos de prisão, um ano por cada crime, enquanto pela prática de falsificação  de documento foi aplicada a pena de 12 meses. Por detenção de arma ilegal,  "Rei Ghob" foi condenado a três meses de prisão. 

Em cúmulo jurídico, o tribunal atribuiu uma pena máxima de 25 anos e  condenado Francisco Leitão a pagar 350 mil euros de indemnização às famílias  das vítimas. 

Além da condenação a 25 anos de prisão, a pena máxima em Portugal, foi  condenado a pagar 350 mil euros de indemnização às famílias das vítimas.

Francisco Leitão está detido no Estabelecimento prisional de Vale de  Judeus, onde deverá permanecer a cumprir pena. 

 

Lusa