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Mais de 90% das reuniões de avaliação não se realizaram devido à greve, avança a Fenprof

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof.

ANT\303\223NIO PEDRO SANTOS

Mais de 90% das reuniões de avaliação nas escolas previstas para hoje não se realizaram devido à greve dos professores, segundo os primeiros dados da paralisação avançados pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Os professores começaram hoje uma greve às avaliações para exigir a contagem do tempo de serviço congelado, que se prolongará pelo menos até ao final deste e mês e poderá estender-se até meio de julho.

Num comunicado com os primeiros dados sobre o impacto da greve às avaliações, a Fenprof adianta que não se realizaram mais de 90% das reuniões que estavam previstas para este dia, não estando incluídas os dados das escolas secundárias.

Segundo a Fenprof, as primeiras reuniões nas escolas secundárias só se realizam à tarde.


Os dados de todo o país e a percentagem global de reuniões não realizadas devido à greve dos professores vão ser apresentados numa conferência de impressa em Lisboa, onde vão ser também anunciadas outras iniciativas que as organizações sindicais de professores vão desenvolver.


A Fenprof é uma das dez estruturas sindicais que convocam a paralisação que hoje se inicia, que já tem pré-avisos entregues até meio do próximo mês, e que se vai realizar de forma intermitente, ou seja, com pré-avisos diários, o que significa que os professores podem decidir fazer greve num dia e não noutro.


A greve tem como "questão central" a contagem de todo o tempo de serviço, a recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias, mas os professores reivindicam também a criação de um regime especial de aposentação, horários de trabalho de 35 horas e a resolução do "problema grave" de precariedade que também afeta os docentes.


O Ministério da Educação tentou, ainda durante a greve convocada isoladamente pelo Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.), condicionar os efeitos práticos deste tipo de greve, distribuindo às escolas orientações que procuravam esvaziar a paralisação que decorreu entre 4 e 15 de junho, e que os sindicatos vieram contestar, inclusivamente pela via judicial, acusando a tutela de cometer uma ilegalidade e de violar o direito à greve.

Lusa