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Militares portugueses na República Centro-Africana recebem medalha da ONU

A cerimónia de condecoração de militares portugueses na República Centro-Africana

O atual contingente termina a missão no dia 11 de março.

Os militares do Exército e da Força Aérea que estão ao serviço da Organização das Nações Unidas (ONU) na República Centro-Africana (RCA), foram condecorados pelas ONU, informou esta quinta-feira o Estado-Maior General das Forças Armadas.

Segundo um comunicado do Estado-Maior General das Forças Armadas, os militares receberam a medalha das Nações Unidas na quarta-feira e a um mês do seu regresso a Portugal.

A cerimónia foi presidida pelo tenente-general Balla Keita, comandante da componente militar da missão multidimensional integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA).

No discurso dirigido à força portuguesa e citado no mesmo comunicado, Balla Keita agradeceu o "excelente desempenho, profissionalismo e dedicação dos militares portugueses na condução das operações militares realizadas".

O comandante adiantou que as ações de combate realizadas por esta força, maioritariamente composta por paraquedistas, foram "decisivas para a proteção das populações e para o fortalecimento do diálogo político para a paz".

Caos e violência

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na designada Séléka (coligação, na língua franca local), o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.

O conflito neste país, com o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.

Em 06 de fevereiro foi assinado em Bangui um acordo de paz entre o Governo e 14 milícias.

A atual Força Nacional Destacada na República Centro-Africana conta com um efetivo de 180 militares, é maioritariamente composta por tropas especiais paraquedistas e integra três controladores aéreos avançados da Força Aérea e militares de outras unidades do Exército.

A missão das forças portuguesas

O atual contingente termina a missão no dia 11 de março, altura em que regressa a Portugal e um novo grupo assume as funções de Força de Reação Rápida por mais seis meses neste teatro de operações.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA).

Portugal também integra e lidera a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), comandada pelo brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio.

Na EUTM-RCA, que está empenhada na reconstrução das forças armadas do país, Portugal participa com um total de 53 militares (36 do Exército, nove da Força Aérea, cinco da Marinha e três militares brasileiros).

Lusa