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O boicote do PSD Madeira à segunda volta das eleições diretas

O boicote do PSD Madeira à segunda volta das eleições diretas

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Miguel Albuquerque fala em votação de "brincadeira" mas recusa "guerras" com o PSD nacional.

Se não podem votar todos, não vota ninguém. O PSD Madeira decidiu que todas as secções de voto vão estar fechadas no próximo sábado, para a segunda volta das eleições diretas.

Depois do Conselho de Jurisdição nacional ter anulado a votação do passado sábado, a comissão política reuniu-se esta terça-feira, ao final da tarde, e decidiu "não viabilizar" a votação na Madeira.

Miguel Albuquerque garante "não é nossa intenção abrir guerras com o PSD nacional", mas insiste que a autonomia estatutária do PSD Madeira sobrepõe-se às regras do novo regulamento de pagamento de quotas que apenas considerava aptos para votar 104 dos 2500 militantes madeirenses.

O secretário-geral do PSD Madeira, José Prada, mantém que são cerca de 2300 e que "não há militantes de primeira e de segunda", por isso esteja ou não em condições reconhecidas pela direção nacional, na Madeira, na segunda volta, ninguém vota.

Miguel Albuquerque acrescenta: "votar para quê?" porque se não conta, para o líder do PSD Madeira, é uma "brincadeira" e sujeitar os militantes a um "exercício inútil".

Quem aproveitou o caso para criticar Rui Rio foi Luís Montenegro, para quem a anulação de votos "manchou" a primeira volta, considerando "imperdoável" que a direção nacional não tivesse "acautelado" a situação para que os militantes da Madeira pudessem "votar de forma normal"

Montenegro teve 275 votos na Madeira, Rio quase o dobro: 544. Mas até foi Pinto Luz que venceu na região, obtendo 863 votos. Todos anulados pelo Conselho de Jurisdição nacional.