País

Leitura do acórdão de Rosa Grilo e António Joaquim volta a ser adiada

MÁRIO CRUZ

Vão ser ouvidas mais duas testemunhas.

Foi adiada, mais uma vez, a leitura do acórdão de Rosa Grilo e António Joaquim. O desfecho do julgamento da morte do triatleta Luís Grilo estava marcado para a próxima semana, a 18 de fevereiro, mas o Tribunal de Loures aceitou o pedido da defesa de Rosa Grilo e vai ouvir mais duas testemunhas.

Nas alegações finais, a 26 de novembro, o procurador do Ministério Público pediu a condenação de Rosa Grilo e de António Joaquim a penas de prisão superiores a 20 anos. As defesas apontaram falhas à investigação da Polícia Judiciária e pediram a absolvição.

O Ministério Público atribui ao amante de Rosa Grilo, que saiu em liberdade, a autoria do disparo sobre Luís Grilo, na presença da mulher, que continua em prisão preventiva, no momento em que o triatleta dormia no quarto de hóspedes na casa do casal, em Cachoeiras, Vila Franca de Xira.

O crime terá sido cometido para poderem assumir a relação amorosa e benefeciarem dos bens da vítima: 500.000 euros em indemnizações de vários seguros e outros montantes depositados em contas bancárias tituladas por Luís Grilo, além da habitação.

O corpo foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição mais de um mês após o desaparecimento, a cerca de 160 quilómetros da sua casa, na zona de Benavila, concelho de Avis, distrito de Portalegre.