País

Marcelo volta à Ericeira e pede que "não se facilite" nem haja "alarmismo" no combate à covid-19

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Luís Nobre Botas

Luís Nobre Botas

Repórter de Imagem

Presidente prometeu e cumpriu mergulho no início oficial da época balnear.

A época balnear na Ericeira só começa a 15 de junho. Mas há três semanas, quando escolheu o mercado da vila para fazer compras num domingo de manhã e deixar a mensagem de confiança num desconfinamento com cautelas, Marcelo confessou as saudades do mar, olhando do alto a praia dos Pescadores, no centro da Ericeira, e prometeu que a 6 de junho estaria de volta para o mergulho do arranque oficial da época balnear.

"É verdade, cá estamos", disse aos populares que se concentraram junto ao muro de acesso à praia para o ver chegar. Equipado, com duas camisolas, toalha e máscara colocada, seguiu acenando, respondendo aos bons dias e assinalado "a diferença" para o presidente da Câmara de Mafra que o acompanhou até ao areal, mas não foi ao mar com o Presidente da República.

Marcelo nadou durante 25 minutos e depois saiu, notando a água "quente" nesta manhã de sábado, mais de 18º comentou aos jornalistas, antes de responder às perguntas de atualidade. Sobre o aumento do número de novos casos de covid-19 na região de Lisboa, disse que é o resultado da estratégia de testagem nas empresas de construção civil, um trabalho que "está a ser feito e bem feito", na opinião de Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente não quer "alarmismos", embora lembre que é preciso "que não se facilite" e "aos poucos" ir mantendo sempre as regras de distanciamento físico que os portugueses já conhecem, em todas as rotinas.

Com isso, espera que o verão seja vivido de forma "serena", até porque depois da pandemia, há uma situação económica que é preciso tratar. E o plano de estabilização do governo não chega para tudo o que há-de vir.

"Não é um plano de estabilização desta natureza que faz um milagre, é um plano de estabilização para fazer uma ponte, uma transição, uma almofada para aquilo que é preciso fazer a seguir".

O Governo ainda nem conhece ao certo a dimensão da resposta europeia e as medidas são mais para "amortecer" e "até ao fim do ano". Depois, será preciso pensar 2021, 2022 e os anos seguintes.

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