País

Marcelo garante que Portugal está longe de um cenário de "pré-rutura" 

Declarações feitas após a reunião no Infarmed sobre a Covid-19.  

O Presidente da República disse esta quarta-feira que o indicador de transmissão do coronavírus no país está, nesta altura, ligeiramente acima de 1.

Sobre o número de internamentos de doentes com Covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa esclareceu que Portugal está longe de um cenário de pré-rutura do Serviço Nacional de Saúde.

As declarações do chefe de Estado foram feitas após a reunião desta quarta-feira no Infarmed, onde foi avaliada a situação epidemiológica da Covid-19 no país.

"A realidade atual mostra que não se verificou uma subida em termos de óbitos, há uma tendência relativamente estável decrescente; relativamente aos internados, hospitalizados ou internados em cuidados intensivos, existe nos últimos dias, nas últimas semanas, uma ligeira subida numa tendência que é de estabilização da descida, longe dos cenários de pré-rutura ou rutura como aconteceria num cenário de duplicação do numero de infetados por causa dos desconfinamentos."

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou ainda que foi feita uma análise comparativa com outros países, quer nos efeitos do desconfinamento, quer no número de testes realizados.

"Portugal está no grupo dos cinco países que mais testes realizaram por cem mil habitantes, o que não é indiferente quando se compara o número de infetados."

Mais 3 mortes e 367 casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde anunciou esta quarta-feira a existência de 1.543 mortes e 40.104 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 1.540 para 1.543, mais três em relação a ontem, enquanto o número de infetados aumentou de 39.737 para 40.104, mais 367, o que corresponde a um aumento de 0,9%.

OMS alerta que pandemia "está a crescer a um ritmo alarmante"

O diretor-geral da OMS disse esta quarta-feira que a pandemia da covid-19 "está a crescer a um ritmo alarmante" e defendeu a necessidade de apostar nas infraestruturas necessárias à produção e distribuição de uma vacina.

De acordo com o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, "demorou três semanas, no princípio da pandemia, a atingir o primeiro milhão de infetados, mas agora houve mais um milhão de infetados em apenas uma semana".