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Caso SEF. “Toda a gente já tinha ouvido falar que as condições no aeroporto não eram dignas”

Presidente do Observatório da Segurança considera que Portugal agiu tarde.

O Presidente do Observatório da Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo considera que Portugal agiu tarde no caso do homicídio de Ihor Homeniúk. Em entrevista à SIC Notícias, António Nunes explica que medidas deveriam ter sido tomadas na semana seguinte ao crime.

O Presidente do OSCOT diz mesmo que já era de conhecimento público que as condições no aeroporto de Lisboa “não eram dignas”, o que terá resultado na criação de “condições propícias” para a ocorrência deste tipo de crimes.

Indemnização à família de Ihor Homeniúk vai sair do orçamento do SEF

A indemnização a pagar à família do cidadão ucraniano morto em instalações públicas será suportada pelo orçamento do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que poderá ser ressarcido após o julgamento dos três inspetores acusados.

O montante da indemnização será fixado pela Provedora de Justiça, tendo o Governo pedido celeridade no processo.

O homicídio do cidadão ucraniano, há nove meses, tem colocado o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, sob pressão, com alguns partidos da oposição a pedirem a sua demissão, mas com o primeiro-ministro a garantir que tem "total confiança" no seu ministro.