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Reestruturação do SEF está a gerar nova guerra na Administração Interna

Eduardo Cabrita vai esta terça-feira ao Parlamento para explicar tudo o que sabia e o fez depois do caso da morte no aeroporto, a demissão da diretora do SEF e a reestruturação anunciada.

A reestruturação do SEF está a gerar uma nova guerra na Administração Interna.

O ministro Eduardo Cabrita não gostou de ter ouvido o diretor nacional da PSP falar do assunto, em Belém, e veio a público criticá-lo, dizendo que não é a Magina da Silva que cabe anunciar que o que está a ser preparado é uma fusão da PSP com o SEF.

O caso está ser entendido como a prova de que a autoridade politica de Eduardo Cabrita está acabada.

Vai esta terça-feira ao Parlamento para explicar tudo o que sabia e o fez depois do caso da morte no aeroporto, a demissão da diretora do SEF e a reestruturação anunciada.

DECLARAÇÕES SOBRE SEF DO DIRETOR DA PSP SÃO "VISÃO PESSOAL"

O diretor nacional da Policia de Segurança Pública (PSP), Magina da Silva, admitiu na tarde deste domingo que está a ser trabalhada a fusão da PSP com o SEF e que abordou a questão com o Presidente da República.

"O que tem sido anunciado e tem sido trabalhado com o Ministério da Administração Interna passará não pela absorção, mas pela fusão entre a PSP e o SEF", afirmou Magina da Silva, depois de um encontro com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, após dias de polémica em torno da morte de um cidadão ucraniano nas instalações do SEF no aeroporto de Lisboa, em março.

A direção nacional da PSP esclareceu, em comunicado, que declarações feitas este domingo pelo diretor sobre uma reestruturação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) foram apenas uma "visão pessoal" que não pretenderam condicionar qualquer reestruturação.

O diretor nacional da PSP "apenas apresentou a sua visão pessoal para a reestruturação em curso que, obviamente, não afeta o trabalho conjunto em curso entre as Forças e Serviços de Segurança e a decisão por parte do Governo", diz-se no comunicado.

No mesmo documento afirma-se também que o diretor nacional da PSP "não pretendeu, obviamente, condicionar qualquer reestruturação em curso do sistema de segurança interna, lamentando que as suas declarações tenham sido interpretadas dessa forma".

Pouco depois das declarações de Magina da Silva, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou à agência Lusa que a projetada reforma no âmbito do SEF será anunciada "de forma adequada" pelo Governo "e não por um diretor de Polícia".

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