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"Estamos a assistir ao linchamento de um serviço, de um ministro e do Governo em praça pública"

Manuela Niza Ribeiro, ex-presidente do Sindicato dos Funcionários do SEF, na Edição da Tarde.

Manuela Niza Ribeiro, ex-presidente do Sindicato dos Funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, defendeu na Edição da Tarde que esta é a altura certa para avançar com uma reforça do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e caracterizou a morte de Ihor Homeniuk como um acontecimento trágico.

A ex-representante sindical apelou a uma separação das questões documentais, como a legalização, o acolhimento e a integração, do departamento policial, que faz o controlo de fronteiras, a fiscalização e a investigação.

"Migrar nao é crime nenhum. Se fosse crime, tinhamos tido nos anos 60 cadeias cheias de jovens", disse, acrescentanto, no entanto, que essa migração tem de ser controlada.

Na Edição da Tarde da SIC Notícias, Manuela Niza Ribeiro considerou que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, foi sensato em avisar que a reestruturação do SEF vai prolongar-se por seis meses.

"Uma reestruturaçao deste tipo não se faz em meia dúzia de dias", afirmou, defendendo que é preciso pensar na estratégia que as autoridades em causa querem para Portugal.

A ex-presidente do Sindicato dos Funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras defendeu também que se perdeu a confiança no SEF. No entanto, realçou que está a haver um "grande aproveitamento" do caso da morte de Ihor Homeniuk.

"Estamos a assistir a um linchamento de um serviço, de um ministro e de um governo em praça pública", afirmou.