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PSD, CDS e BE querem explicações da ministra sobre polémica com procurador europeu

Catarina Martins afirma que episódio é indesculpável e considera que uma mentira num currículo só serve para se ser apanhado.

O Bloco de Esquerda juntou-se às críticas contra o uso de elementos curriculares falsos para justificar a escolha do magistrado José Eduardo Guerra para um dos 22 lugares de procurador europeu.

A SIC e o Expresso noticiaram que, numa carta enviada para a União Europeia (UE), o executivo apresenta dados falsos sobre o magistrado preferido do Governo para procurador europeu, José Guerra, depois de um comité de peritos ter considerado Ana Carla Almeida a melhor candidata para o cargo.

Na carta, a que os dois órgãos tiveram acesso, José Guerra é identificado com a categoria de "procurador-geral-adjunto", que não tem, sendo apenas procurador, e como tendo tido uma participação "de liderança investigatória e acusatória" no processo UGT, quando foi o magistrado escolhido pelo Ministério Público para fazer o julgamento e não a acusação.

Depois das notícias, o Ministério da Justiça admitiu "dois lapsos" no currículo que divulgou de José Guerra, considerou que não foram determinantes para a escolha, mas disse que vai diligenciar para que sejam corrigidos.

"A manipulação do CV com objetivos políticos por parte do Ministério da Justiça ultrapassa todos os limites aceitáveis, pelo que a Ministra da Justiça não tem, objetivamente, condições para continuar no cargo", considera o Chega.