José Manuel Torres Couto enviou uma carta a António Costa a ameaçar desvincular-se do PS, na sequência da polémica com a nomeação do procurador europeu José Guerra.
Torres Couto exige pedido de desculpas da ministra da Justiça
O fundador e primeiro secretário-geral da UGT exige ao líder do PS que proceda de imediato ao abate do seu nome como militante caso a ministra da Justiça não apresente um pedido público de desculpas.
Torres Couto, militante há 45 anos, considera "inadmissível" que Francisca Van Dunem subscreva a afirmação que a central sindical esteve envolvida numa fraude ao Fundo Social Europeu.
O ex-deputado pelo PS e eurodeputado Torres Couto deixou a UGT em 1995 devido a suspeitas em torno desse caso, mas foi absolvido em 2007, com outros 33 arguidos, por falta de provas.
Na carta enviada a António Costa, o ex-sindicalista considera "chocante e imperdoável" que um governo PS venha recuperar o caso, pondo em causa a honra da UGT.
Portugal deu informações falsas sobre José Guerra à UE
Numa carta a que a SIC teve acesso, enviada ao Conselho da União Europeia em novembro do ano passado, o Executivo justifica a alteração da escolha de procurador europeu com informações que não são verdadeiras.
Uma das quais quando refere que José Guerra teve uma posição de liderança investigatória e acusatória no chamado processo UGT. O caso, já com mais de 20 anos, e que pôs Torres Couto no banco dos réus, foi na verdade investigado por outros três procuradores, que elaboraram a acusação. Guerra foi apenas o magistrado que esteve presente no julgamento, como confirmou o próprio à SIC.
-
António Costa manifesta "total confiança política" na ministra da Justiça
-
BE pede audição urgente da ministra da Justiça sobre currículo de José Guerra
-
Paulo Rangel defende demissão: "Hoje tivemos a confirmação oficial que a ministra mentiu"
-
Ministra envia carta a corrigir erros do currículo do procurador José Guerra
