O agente Bruno Macedo justificou este sábado, através de um comunicado, a presença do seu nome na lista de passageiros do avião privado onde foram apreendidos 500 quilos de cocaína, no Brasil.
O agente de futebol diz que estava no Brasil para a "intermediação de várias operações entre clubes de futebol brasileiros e portugueses". Em causa estavam a cedência de Bruno Viana do SC Braga ao Flamengo, a transferência de Pepê do Grémio para o FC Porto e a de atleta Lucas Veríssimo do Santos para o Benfica.
"Devido às restrições aéreas criadas pela pandemia de covid-19, o que impossibilitou a viagem do agente do atleta Lucas Veríssimo para o acompanhar até Lisboa, foi-me solicitado que o fizesse. Tal não estava inicialmente previsto, mas obviamente acedi a faze-lo.
Nesse seguimento, e face ao cancelamento dos voos para Portugal, foram equacionadas várias soluções, entre outras foi-me apresentada a possibilidade de fazermos a viagem num avião privado, solução essa que foi sempre equacionada como de recurso, mas que justificou o facto de o meu nome ter contado do manifesto de voo. Ora, como é do conhecimento público, a viagem que acompanhei e que trouxe até Lisboa o atleta Lucas Veríssimo foi realizada via Paris, em voo comercial."
Por fim, o agente diz ainda que nunca foi alvo de buscas e não é arguido em "qualquer processo-crime".
João Loureiro ficou em liberdade e prepara o regresso a Portugal
João Loureiro ficou em liberdade e está a preparar o regresso a Portugal depois de ter prestado declarações à polícia federal brasileira enquanto testemunha.

A justiça ficou com mensagens e fotografias do telemóvel do antigo presidente do Boavista.
O ex-presidente do Boavista garante que não embarcou no avião carregado com 500 quilos de cocaína, porque desconfiou dos sucessivos adiamentos.
O voo de regresso acabou por ficar marcado para dia 9, mas nesse dia nenhum dos cinco passageiros previstos apareceu à hora do embarque. Entre eles, constava João Loureiro, o espanhol Mansur Herédia, Hugo Cajuda e Bruno Carvalho Santos, dois empresários de futebol e ainda Paulo Saturnino Cunha administrador de uma companhia vitivinícola no Ribatejo.
Documentos a que a SIC teve acesso mostram que a companhia que fretou o aparelho é a Lopes e Ferreira, assessoria Limitada, uma microempresa com sede numa sala de um modesto edifício no Bairro Vila Prado, em São Paulo.

