País

Entre-os-Rios. "Quase que me lembro do nome das pessoas que desapareceram nesta tragédia"

Paulo Teixeira era presidente Câmara de Castelo de Paiva na altura da queda da ponte e foi das primeiras pessoas a chegar ao local na noite de 4 de março de 2001.

A 4 de março de 2001, a Ponte Hintze Ribeiro, que ligava Entre-os-Rios a Castelo de Paiva, caiu e arrastou para o Douro três carros e um autocarro. Não houve sobreviventes, 59 pessoas morreram, 36 corpos nunca foram encontrados.

Paulo Teixeira era presidente Câmara de Castelo de Paiva na altura e foi dos primeiros a chegar ao local naquela noite. Conta que esta tragédia deixou marcas que não consegue esquecer.

"Eu passo nesta ponte todos os dias, a minha casa fica em frente ao rio Douro, por isso eu não consigo esquecer."

Em entrevista à SIC Notícias, Paulo Teixeira recorda o momento em que chegou ao local: "Quando entro na ponte há uma senhora que me diz 'senhor presidente não avançe mais porque não há mais ponte'".

O que falta, diz Paulo Teixeira, é "os acessos, isto é construíram a ponte (...) e do lado de Penafiel só tem 800 metros. Em 20 anos fizeram 800 metros".

"Eu senti na pele a falta de sincronização entre a administração central e os organismos desconcentrados."

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