Há uma esperança para Contança Braddell. Dentro de uma semana poderá ter acesso ao medicamento inovador contra a fibrose quística e que poderá prolongar a vida neste e noutros casos.
A solução foi acelerada depois dos ecos causados por um apelo desesperado nas redes sociais na última quinta-feira. O Hospital de Santa Maria, onde é seguida desde bebé, anunciou quatro dias depois, o que é um prenúncio de vida.
- Já foram pedidas autorizações para uso de Kaftrio para tratar fibrose quística
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AOS 24 ANOS O FUTURO É DEMASIADO INCERTO
Em seis meses Constança, de 24 anos, perdeu 13 quilos. Vive ligada a uma máquina de oxigénio 24 horas por dia, a única forma de conseguir respirar.
Constança e a família sabem desde sempre que não há cura para a fibrose quística, que, no caso de Constança, foi diagnosticada à nascença. A esperança está numa terapêutica revolucionária que pode corrigir o defeito molecular da doença e ajudar a melhorar a qualidade de vida.
O Kaftrio, o medicamento já aprovado pela Agência Europeia do Medicamento e que precisa da luz verde do Infarmed para ser comercializado em Portugal, não cura, mas pode melhorar a qualidade de vida de quem padece de fibrose quística, uma doença hereditária, rara, genética, degenerativa e progressiva. Esta doença afeta 375 pessoas em Portugal e por ano nascem cerca de 30 a 40 crianças com fibrose quística, que ainda não tem cura.