País

As comemorações do Dia do Trabalhador pelo país

MIGUEL A. LOPES

Lisboa, Porto, Coimbra e Faro assinalaram o 1.º de Maio com desfiles e manifestações pelas ruas.

Em Lisboa. Mais de 3 mil pessoas manifestaram-se na Alameda

Mais de três mil pessoas manifestaram-se este sábado em Lisboa no Dia do Trabalhador. Os dois desfiles promovidos pela CGTP encontraram-se na Alameda.

A central sindical pediu o aumento de salários e a melhoria dos serviços públicos e criticou a resposta à pandemia.

O PCP deixa outro aviso ao Governo. O apoio dos comunistas vai depender em grande medida da resposta do Executivo aos problemas dos trabalhadores.

É a segunda vez que o Dia do Trabalhador é comemorado em contexto de pandemia, mas a ameaça do vírus não impediu que mais de três mil pessoas desfilassem este sábado até à Alameda.

As máscaras não faltaram, mas o distanciamento é sempre mais difícil de cumprir, apesar do esforço e das marcas no chão.

Os trabalhadores do setor social e da distribuição estiveram este sábado em greve. Em Lisboa, manifestaram-se pelo direito a não trabalhar no dia 1 de maio

No Porto. Milhares de pessoas nos Aliados

No Porto, o comicio da CGTP foi na Avenida dos Aliados. Preocupados com o impacto da pandemia,os manifestantes exigiram salários dignos e o fim da precariedade.

Com a economia em recessão, os dados do INE mostram que em março o desemprego até caiu para 6,5. Mas o Bloco de Esquerda avisa que há muito invisíveis que não aparecem nas estatísticas.

Foram milhares de vozes que se ouviram nas ruas do Porto na manifestação da CGTP. Unidos na luta por um emprego digno, contra a precariedade e os baixos salários. Foram diferentes setores, diferentes gerações e até diferentes sotaques.

No resto do país

Com menos participantes, regressaram em todo o país as manifestações da CGTP do Dia do Trabalhador.

Em Coimbra, a Associação Académica juntou-se à manifestação. Num regresso à rua, depois de uma ausência imposta pela pandemia, a Praça da República, acolheu este ano a manifestação do 1.º de maio.

As marcações no chão separam por segurança, mas razões unem todos sectores afetados pela pandemia, como a cultura.

Em Faro, também se lembraram os números do desemprego. Em março subiu mais de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. O banco alimentar apoia 30 mil familias. Em 2020 eram 16 mil.

A CGTP retomou as concentrações, desfiles e manifestações nos distritos do país, uma jornada de luta, mas com máscara e distanciamento.

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