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GNR continua no complexo Zmar onde foram realojados imigrantes

Alguns proprietários decidiram abandonar as suas casas depois do grupo de imigrantes ser realojado no complexo.

A Guarda Nacional Republicana - GNR - acompanhou hoje de madrugada a operação para realojar no complexo Zmar os imigrantes que trabalham na agricultura.

Em comunicado, a GNR explica que a sua atuação surgiu em resposta a um pedido da Proteção Civil Municipal de Odemira "para garantir as condições de segurança no transporte dos cidadãos a deslocar para as instalações do 'ZMar Eco Experience'".

A Guarda Nacional Republicana indica ainda que a operação, que decorreu pelas 04:00 e "sem incidentes", contou com o reforço do Comando Territorial de Beja e da Unidade de Intervenção.

Hoje de manhã, pouco depois das 10:00, a GNR continuava no local, como conta o repórter da SIC, Diogo Torres.

Proprietários não sabem como proceder no futuro

Os proprietários de casas no complexo ainda não sabem como proceder no futuro e aguardam a resposta à providência cautelar interposta pelo advogado que representa um grupo de proprietários.

"Interpusemos em tribunal uma providência cautelar contra a fundamentação da requisição civil", disse à agência Lusa o advogado Nuno Silva Vieira, que representa 114 dos 160 proprietários de casas privadas do empreendimento.

Segundo o causídico, entre os argumentos a contestar a fundamentação da requisição temporária do Zmar Eco Experience decidida pelo Governo está o facto de, "no documento" do executivo, este "dizer que dialogou com os proprietários".

"Disseram que conversaram connosco antes e que nunca chegaram a acordo. Isso é mentir, nunca falaram connosco", argumentou.

Além disso, "o Zmar enquanto empresa não existe, portanto, a requisição civil é apontada ao Zmar mas, neste momento, não existe, o que existe é a massa insolvente do Zmar", alegou.

"Por isso, a requisição civil vai dirigida a uma entidade que não existe e não se pode aplicar a nós", salientou, dando conta de mais um argumento a que recorreu na providência cautelar.

Diogo Torres revela ainda que alguns proprietários decidiram abandonar as suas casas depois do grupo de imigrantes ser realojado naquele complexo.