País

"O grupo de Luís Filipe Vieira nunca produziu lucros. Foi só acumulando dívida"

Dúvidas que levam Luís Filipe Vieira a responder na comissão de inquérito ao Novo Banco são transversais a outros grandes devedores, diz Mariana Mortágua.

O presidente da Promovalor, Luís Filipe Vieira, é esta segunda-feira ouvido na comissão de inquérito ao Novo Banco, no âmbito das audições que os deputados estão a fazer aos grandes devedores do banco.

A deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, diz que as dúvidas que levam Luís Filipe Vieira a responder na comissão de inquérito ao Novo Banco são transversais a outros grandes devedores, que construíram impérios apenas com dinheiros concedidos por bancos sem quaisquer garantias.

De acordo com dois relatórios de auditoria da PwC e da EY posteriores à resolução do BES que analisaram as exposições a grandes devedores, a Promovalor devia 304 e 487 milhões de euros, respetivamente, sendo a diferença atribuível ao perímetro de análise dos grupos.

No âmbito da comissão de inquérito, e relacionado com a dívida da Promovalor ao Novo Banco, já foi ouvido Nuno Gaioso Ribeiro, gestor da C2 Capital Partners, empresa que comprou créditos em dívida da empresa de Vieira ao Novo Banco.

Para a gestão da dívida da empresa do presidente do Benfica foi constituído um fundo denominado Fundo de Investimento Alternativo Especializado em novembro de 2017, tendo sido "adquiridos ao Novo Banco 133,9 milhões de euros de créditos" e também "reestruturados pelo Novo Banco (isto é, mantiveram-se no balanço do banco) financiamentos existentes de 85,8 milhões de euros, perfazendo a operação o montante total de 219,7 milhões de euros", segundo o gestor.

Veja também: