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Envio de dados para Moscovo. Medina diz que “erro resultou de funcionamento burocrático”

A autarquia de Lisboa seguiu um procedimento com 10 anos.

Fernando Medina pediu desculpas públicas aos três ativistas russos que há cinco meses organizaram uma manifestação em Lisboa frente à embaixada da Rússia. O Presidente da Câmara da capital admite que a autarquia partilhou com a embaixada russa dados pessoais.

A Comissão Nacional de Proteção de Dados já confirmou à SIC que abriu um inquérito a este caso.

Em janeiro de 2021, ativistas de várias cidades do globo levantaram a voz contra Vladimir Putin, exigindo a libertação imediata de Alexei Navalny. Em Lisboa, a manifestação foi marcada para as imediações de território russo: a embaixada.

O protesto tinha sido organizado por três ativistas russos, dois deles com dupla nacionalidade. Ao partilharem os seus dados com a autarquia, que por sua vez os reencaminha para as autoridades competentes, aperceberam-se que na troca de correspondência estava também a embaixada russa e o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

A poucos meses das eleições autárquicas, Fernando Medina vê-se agora confrontado com um pedido de demissão, que o próprio recusa.