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Envio de dados para Moscovo. Um dos ativistas pediu asilo político a Portugal em 2014

Saiu da Rússia há sete anos depois de ter ajudado a organizar as grandes manifestações de 2011.

A embaixada da Rússia diz que os ativistas que organizaram a manifestação pela libertação de Navalny, em janeiro de 2021 em Lisboa, têm uma imaginação pouco saudável. Uma das pessoas cujos dados pessoais foram revelados pediu asilo político a Portugal. É refugiado, em fuga do que diz ser a opressão do regime russo.

Ksenia nasceu na Rússia, mas uma oferta de empregou fê-la mudar-se para Lisboa há oito anos. Desde o ano passado que já tem nacionalidade portuguesa. Foi na luta pela liberdade que organizou a manifestação de apoio ao opositor de Putin em janeiro deste ano.

Conforme as regras, enviou um e-mail para a Câmara de Lisboa com os dados de três pessoas da organização. Nessa lista estavam também os dados de Pavel. Saiu da Rússia há sete anos depois de ter ajudado a organizar as grandes manifestações de 2011.

Fugiu para a Ucrânia, depois para Moçambique e em 2014 pediu asilo político a Portugal.

Ksenia tem toda a família na Rússia. Não sabe, agora, o que pode acontecer quando regressar à Rússia.

Entretanto, o município de Lisboa contactou a embaixada da Rússia a pedir que eliminasse os dados. Os ativistas já tinham organizado uma manifestação no ano passado e acreditam que já na altura os dados tinham sido partilhados.