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Derrocada em Borba. Juiz leva seis dos oito arguidos a julgamento

Presidente da Câmara vai ser julgado por cinco crimes de homicídio.

O presidente e o ex vice-presidente da Câmara de Borba vão a julgamento por crimes de homicídio por omissão, por causa a tragédia em novembro de 2018: queda da Estrada Municipal que matou cinco pessoas.

António Anselmo, presidente da Câmara Municipal de Borba, vai a julgamento pelos cinco crimes de homicídio de que estava acusado pela derrocada da estrada municipal 255, em 2018.

Na decisão instrutória do processo, o juiz decidiu que o então vice-presidente da autarquia, Joaquim Espanhol, será também julgado por três crimes de homicídio por omissão.

A defesa dos autarcas diz que os dois arguidos nada contribuíram para a tragédia de Borba.

Além dos autarcas, também dois funcionários da Direção-Geral de Energia e Geologia serão julgados por crimes de homicídio por omissão.

Já ao arguido Paulo Alves, responsável técnico da ALA de Almeida, e a própria empresa, com licença de exploração da pedreira onde aconteceu a derrocada, foram imputados crimes de violação de regras de segurança.

O caso aconteceu a 19 de novembro de 2018. A estrada municipal 255, entre Borba e Vila Viçosa, desabou. Levou consigo cinco vidas.