O Tribunal de Bragança alterou as medidas de coação dos sete arguidos acusados da morte de Luís Giovani, que se encontravam em prisão preventiva. Passaram a ser obrigados a apresentações periódicas às autoridades. Na sessão desta segunda-feira do julgamento foi também ouvido o pai do jovem cabo-verdiano.
Ao longo de quase cinco horas de declarações, o pai de Luís Giovani confirmou, em tribunal, a existência de uma conversa que o filho terá mantido com uma amiga que reside nos Estados Unidos, na noite das agressões.
Também juntou ao processo novos elementos dessas mensagens trocadas na plataforma Vibre às 03:00 do dia 21 de dezembro de 2019, logo a seguir à rixa em que o jovem foi agredido. Pouco depois dessa conversa, o jovem cabo-verdiano foi encontrado inconsciente caído na rua.
A ser verdadeira, esta mensagem poderá fazer cair a tese da defesa que argumenta que a pancada que originou o traumatismo crânio-encefálico que causou a morte de Giovani se deveu a uma suposta queda enquanto fugia dos agressões e não às agressões de que foi vítima. Por isso, a defesa questiona a veracidade e a oportunidade dessa mensagem apresentada só um ano e meio depois dos acontecimentos.
Também na sessão desta segunda-feira, o tribunal alterou as medidas de coação dos sete arguidos acusados da morte do estudante cabo-verdiano, por se estar a esgotar o prazo de prisão preventiva, passando a apresentações periódicas às autoridades.
Como já não existem arguidos presos, o julgamento perdeu o caráter de urgência e só vai ser retomado no início de setembro, ainda com cerca de 50 testemunhas para serem ouvidas.
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