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Anúncio das medidas de coação a Luís Filipe Vieira depende do tempo dos interrogatórios

Interrogatório aos quatro detidos no processo Cartão Vermelho prosseguem hoje.

O advogado de Luís Filipe Vieira diz que o anúncio sobre as medidas de coação vai depender do tempo que demorarem os interrogatórios.

À chegada ao tribunal esta manhã, Magalhães e Silva disse que o presidente do Benfica estava tranquilo com a situação.

Interrogatório a Luís Filipe Vieira prossegue esta manhã

O presidente do Benfica e os outros três detidos no processo Cartão Vermelho já chegaram ao Tribunal Central de Instrução Criminal, para prosseguirem os primeiros interrogatórios judiciais.

Às 08:49, as carrinhas que transportavam os detidos, acompanhadas por vários elementos da PSP, deram entrada no tribunal, depois de pernoitarem uma segunda noite nas instalações do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, em Moscavide.

O empresário e presidente do Benfica Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos na quarta-feira numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado e algumas sociedades.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) estão em causa factos suscetíveis de configurar "crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais".

Para esta investigação foram cumpridos 44 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida.

No mesmo processo foram também detidos Tiago Vieira, filho do presidente do Benfica, o agente de futebol Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, conhecido como "o rei dos frangos".

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