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Legionella em Vila Franca de Xira. Tribunal propõe suspensão provisória do processo

Decisão tem de ser aceite por todas as partes e obriga arguidos a pagar indeminizações às vítimas.

O tribunal propôs a suspensão provisória do processo que investiga o surto de legionella que ocorreu em Vila Franca de Xira, em 2014. A decisão tem de ser aceite por todas as partes e obriga os arguidos a pagarem indeminizações às vítimas.

Quase sete anos depois, o que vítimas e arguidos queriam ouvir na leitura da decisão instrutória era se o caso seguia ou não para julgamento. Mas tudo continua em aberto.

Das 73 vítimas que a investigação concluiu terem sido infetadas com a estirpe de legionella encontrada nas torres de refrigeração da Adubos de Portugal, 64 chegaram a acordo com a empresa fora dos tribunais.

As restantes nove vítimas terão agora de ser indemnizadas. Os valores variam entre os 12 mil e 22 mil e 500 euros. Mas para que a suspensão provisória de um ano avance é ainda necessário que todos as partes estejam de acordo.

Para o Ministério Público não há dúvidas de que o surto de 2014 foi causado pela falta de cuidado na manutenção das torres de refrigeração da Adubos de Portugal.

12 pessoas morreram e mais de 400 foram infetadas.

Além da Adubos de Portugal e da General Eletric, mais sete pessoas foram acusadas. Estavam em causa vários crimes. Mas uma vez que houve vítimas a desistirem das queixas, no final permaneceu apenas o crime de infração de regras de construção.