A adolescente de 13 anos que empurrou o colega de 12, momentos antes de este ser atropelado, foi ouvida na semana passada pelo Ministério Público (MP) do Seixal. A jovem diz que o episódio “foi apenas uma partida” que correu mal e assegura que não se revê nas acusações de bullying de que tem sido alvo.
O vídeo tornou-se viral: mostra os momentos de pânico vividos por um jovem de 12 anos que é perseguido por colegas que riem e gritam enquanto filmam o momento.
O jovem foge uma primeira vez para o outro lado da estrada e, entre encontros e insultos constantes, tenta fugir uma segunda vez, mas é atropelado.
Segundo o jornal Público, está a ser levado a cabo um inquérito pelo Ministério Público do Seixal com o objetivo de apurar as circunstâncias que levaram o rapaz de 12 anos a fugir para a estrada.
Apesar de haver vários intervenientes neste acontecimento, segundo as testemunhas já ouvidas pelo MP, a jovem de 13 anos parece ser o centro do problema. Dizem mesmo que este não foi o primeiro episódio de bullying ao qual assistiram.
No entanto, a adolescente diz não se reconhecer nas acusações de bullying que lhe são feitas. Defende que a ideia era apenas aparecer de repente e pregar um susto ao rapaz.
A mãe da jovem afirma estar preparada para o que vier, até mesmo para um cenário em que a filha seja sujeita a uma medida tutelar educativa.
O advogado que representa o inquérito alerta para as acusações em praça pública, afirmando que são contraproducentes, sobretudo estando em causa uma menor. Garante ainda que a lei tutelar educativa não é acusatória e que tem como objetivo educar os jovens.
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