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Juiz Ivo Rosa travou escutas a iraquianos ligados ao Daesh

A investigação esteve parada durante três meses.

O juiz, Ivo Rosa, intervém no final do debate instrutório no âmbito do processo Operação Marquês, no Campus de Justiça, em Lisboa
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Os irmãos Yasir de 32 anos e Ammar Ameen de 34 estavam a ser investigados pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária por suspeita de terem cometido crimes contra a humanidade em nome do Daesh.

As escutas telefónicas e varrimento eletrónico, mecanismo que permite saber que telemóveis estão a ser usados, tinham sido autorizados em outubro de 2017 pelo juiz de instrução Ivo Rosa.

Mas quatro meses depois, em fevereiro de 2018, o magistrado rejeitou a renovação das escutas.

Ivo Rosa entendeu que das interceções efetuadas durante esse período não resultaram sessões com interesse para a prova.

Argumentou ainda que a manutenção de um meio intrusivo de obtenção de prova sem resultados constitui uma manifesta violação dos princípios constitucionais da necessidade e da proporcionalidade.

Outro dos argumentos de Ivo Rosa era que, os crimes praticados pelos dois homens não tinham sido cometidos em Portugal mas sim no Iraque.

Os argumentos do magistrado foram contestados pelo Departamento Central de Investigação e Ação Criminal e pelos desembargadores do Tribunal da Relação de Lisboa.

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