A nomeação de um novo comandante da Armada ficou adiada depois da polémica dos últimos dias. No entanto, a fragilidade que envolve a atual liderança está a gerar desconforto na Marinha. São várias as vozes que consideram que o ramo está a ser prejudicado pela difícil relação entre Mendes Calado e o ministro da Defesa.
Fontes contactadas pela SIC garantem que a relação entre João Cravinho Gomes e comandante da Marina vai de mal a pior: o ministro da Defesa não fala com Mendes Calado e recusa a atender o telefone ao comandante do Estado-Maior da Armada.
Em fevereiro, aquando da recondução do atual comandante, o nome de Gouveia e Melo já era apontado como o homem pretendido. Mas a missão na task force impedia o vice-almirante de assumir o cargo. A recondução do Almirante Mendes Calado, de forma provisória, ficou desde logo combinada.
Na Marinha, várias vozes têm considerado que o ramo sai prejudicado com a polémica e com a difícil relação entre o atual comandante e a tutela. A situação de rutura tem levado à estagnação de novos projetos dentro da Armada e a renovação do comando era já esperada.
Ainda assim, o Conselho do Almirantado – o órgão máximo da Marinha, que reúne as mais altas patentes – votou contra a exoneração, num sinal de união. Seis votos a favor da continuidade, nomeadamente o de Mendes Calado que presidiu à reunião e votou em causa própria. O vice-almirante Gouveia e Melo entendeu ficar fora da votação.
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