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Oito médicos da Urgência de Psiquiatria no Hospital de São João apresentam demissão

Consideram que o serviço no Porto há muito que tem vários problemas e limitações.

Oito médicos da Urgência Metropolitana de Psiquiatria do Porto, concentrada no Hospital de São João, apresentaram ontem a demissão, considerando que o serviço há muito tempo que tem vários problemas e limitações, que impedem o normal funcionamento.

Numa carta de demissão assinada por oito médicos da Urgência Metropolitana de Psiquiatria do Porto, pode ler-se o descontentamento e o desgaste provocado por 15 anos de "limitações e problemas vários".

A funcionar no hospital de São João desde 2006, os profissionais de saúde psiquiátrica salientam que um dos problemas "basilares" daquela urgência é a "ausência de definição dos critérios de referenciação".

Os clínicos relatam ao presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Norte, ao coordenador regional da Saúde Mental da ARS-Norte e aos diretores dos Serviços de Psiquiatria, que o problema tem sido sistematicamente reportado e discutido nas reuniões de coordenação, mas sem soluções visíveis.

A pandemia provocada pela covid-19 terá acentuado o problema, principalmente no funcionamento da urgência psiquiátrica, e na transferência de doentes para o serviço de internamento no Hospital Magalhães Lemos.

Em comunicado, a Administração Regional de Saúde do Norte reagiu à demissão dos médicos e agendou para a próxima semana uma reunião com a coordenação da Urgência Metropolitana de Psiquiatria do Porto.

Em cima da mesa vai estar uma solução para os vários problemas identificados.

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