País

Justiça procura obras de arte de João Rendeiro

Faltam 15 das 124 obras apreendidas que ficaram em casa do ex-banqueiro.

A Polícia Judiciária (PJ) não encontrou 15 das 124 obras de arte de João Rendeiro e pelo menos duas não correspondem à descrição que consta do auto de apreensão, feito há mais de uma década.

As 124 obras de arte que, em novembro de 2010, foram apreendidas para garantir o pagamento de indemnizações aos lesados do BPP foram analisadas uma a uma por especialistas da PJ, durante mais de oito horas.

Todavia, na mansão de João Rendeiro, da valiosa coleção catalogada há mais de 10 anos, cuja fiel depositária é Maria de Jesus Rendeiro, mulher do ex-banqueiro, as autoridades, segundo o Expresso, deram por falta de 15 quadros.

A juíza Tânia Loureiro referiu no despacho que foram detetadas obras suspeitas de terem sido falsificadas e pelo menos duas não correspondiam à descrição que consta do auto de apreensão.

A mulher de João Rendeiro começou por se opor à retirada das obras alegadamente falsificadas, mas, mais tarde, terá enviado uma informação ao tribunal em que admitia que nos últimos 10 anos era natural que as obras tivessem sido movimentadas e que "metade" das que estão em falta podem ter sido mudadas de sítio e guardadas "fora da residência" e já foram entretanto localizadas.

Não se sabe, por enquanto, se a mulher de João Rendeiro foi ou não constituída arguida. Certo é que João Rendeiro, agora fugido à polícia, tem uma nova equipa de defesa.

O ex-banqueiro passou agora a ser representado por um advogado que é também o secretário-geral da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros, presidida por Florêncio de Almeida, pai do motorista de João Rendeiro.

Além de Abel Marques, regressa à equipa de defesa a advogada Joana Fonseca, que tinha renunciado ao cargo depois da entrada em cena, já depois da fuga de João Rendeiro, do advogado Carlos do Paulo.

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