País

Jovem baleado em escola de Loures: "Como é que uma escola permite a banalização da violência?"

Entrevista SIC Notícias

Análise do psicólogo forense e comentador SIC Mauro Paulino ao caso do disparo numa escola de Loures.

O psicólogo forense e comentador da SIC Mauro Paulino admite que possa haver uma maior consciência de "alguns fenómenos grupais, que muitas vezes envolvem afirmações de poder". Esta terça-feira, um jovem de 16 anos foi baleado numa escola de Loures. Divergências entre grupos rivais estarão na origem do crime.

No Jornal da Meia-Noite da SIC Notícias, o psicólogo salienta que o jovem baleado fazia parte de um grupo de música dril, com letra "de cariz violento" e que atua de cara tapada.

Aponta ainda para as redes sociais como uma das formas de marcar encontros para violência.

"Como é que uma escola permite este tipo de artistas, de movimentos culturais, esta ideia de banalização da violência?", questiona o psicólogo.

Como prevenção, o especialista forense diz que a escola e a família são as "duas grandes chaves".

Suspeitos são de grupo rival

Ao que tudo indica, na origem terão estado divergências entre grupos rivais.

A vítima, fazia parte de um grupo de música dril, um estilo musical associado aos gangues, com letras de cariz violento e elementos que, por norma, atuam de cara tapada. Estava na escola a convite da lista concorrente à Associação de Estudantes.

O disparo terá sido feito por elementos de um outro grupo rival, também de música dril, que tentou entrar na escola, mas foi impedido pelos funcionários.

O jovem baleado foi transportado para o hospital e não corre risco de vida.

A PSP foi chamada ao local.