Questionado sobre o o acidente que envolveu o ministro da Administração interna, o Presidente da República diz que a Justiça portuguesa passa muitas vezes a ideia de ser lenta, pesada e complexa. Cinco meses depois do acidente, Eduardo Cabrita falou pela primeira vez sobre a velocidade a que seguia para dizer que é absurdo o que se diz.
Os jornalistas questionam o ministro há cinco meses. A que velocidade seguia a viatura oficial do ministro da Administração Interna quando foi atropelado mortalmente um trabalhador na A6? Cinco meses depois, Eduardo Cabrita tem apenas uma palavra:
"Não é o absurdo que dizem. Esses absurdos que por aí são propalados são lamentáveis. A investigação está em curso. Apurará as condições em que decorreu o acidente".
O processo que investiga a morte de Nuno Santos continua em segredo de Justiça, sem conclusões conhecidas.
Cerca de 246 euros é o valor que a Segurança Social está a pagar à mulher e às duas filhas do homem atropelado pelo BMW em que seguia Eduardo Cabrita. Uma eventual indemnização do Estado só será decidida depois de concluída a investigação que continua em curso.
Rótulos à Justiça
Para o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o tempo das investigações deixa demasiados rótulos à Justiça:
"Eu acho que as investigações judiciais, muitas vezes porque são muito longas, deixam muitas vezes nos portugueses a sensação de que a justiça é lenta, que é pesada e complexa".
Nas reformas anunciadas, o Presidente da República espera ver mecanismo que tragam tempos mais justos.
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