O alargamento do Ensino Superior em Portugal não está a combater as desigualdades sentidas pelas estudantes. Os alunos mais carenciados continuam a ter maiores dificuldades no acesso ao mercado de trabalho e maior risco de desemprego.
É uma das conclusões de um estudo da Fundação Belmiro de Azevedo que vai ser apresentado esta segunda-feira.
Há cada vez mais estudantes de origens socioeconómicas desfavorecidas a frequentar o Ensino Superior, mas, por norma, não entram nem para os melhores cursos, nem nas melhores instituições. São ultrapassados pelos alunos oriundos de famílias mais favorecidas
A falta de equidade mantém-se depois no acesso ao emprego.
O estudo mostra ainda que o abandono escolar no Ensino Superior é maior entre alunos mais desfavorecidos.
Há várias explicações, uma delas tem a ver com o custo que representa para uma família portuguesa ter um filho a estudar. Um problema que poderia ser minimizado com a atribuição de mais bolsas.
