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Hospital Garcia de Orta nega fecho da urgência mas deixa apelo à população de Almada e Seixal

Hospital Garcia de Orta nega fecho da urgência mas deixa apelo à população de Almada e Seixal
David Sacks/Getty Imagens
A unidade hospitalar admite que “ocasionalmente” tem solicitado o encaminhamento de utentes para outros hospitais, mas assegura que a Urgência Geral “mantém-se em funcionamento”.

O serviço de Urgência geral do Hospital Garcia de Orta, em Almada, está novamente com constrangimentos por falta de médicos. Doentes que chegam à unidade hospitalar estão a ser encaminhados para outros hospitais da zona da Grande Lisboa. Também comprometido está o serviço de ortopedia e a urgência de ginecologia e obstetrícia vai voltar a fechar no próximo fim de semana.

Em reação a estas informações, o Hospital Garcia de Orta (HGO) esclarece, em comunicado enviado às redações, que o “Serviço de Urgência Geral mantém-se em funcionamento 24 horas por dia, não tendo nunca estado encerrado” e reitera que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) funcionam em rede”.

Mas, na prática, o que significa isto? Significa que em teoria a urgência não recusará doentes, mas “sempre que considerem necessário, solicitam o ‘Desvio CODU’, ou seja, há a possibilidade de encaminhar “as ambulâncias com doentes urgentes/críticos (…) para outras instituições do SNS”.

Este procedimento tem como objetivo proporcionar aos doentes uma mais rápida e adequada resposta, sustenta o hospital

E em que circunstâncias pode ocorrer esse desvio de doentes? Por “diversos motivos”, refere o Garcia de Orta, entre os quais “elevada afluência e sobrelotação” da urgência; “ter esgotado a capacidade de internamento”; “equipas incompletas/reduzidas ou limitações de espaço físico”.

Ocasionalmente, o HGO tem solicitado ao CODU o temporário encaminhamento de utentes urgentes/críticos para outros hospitais da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), por motivos de elevada afluência e equipa médica incompleta

Ainda assim, reforça a unidade hospitalar, durante o período, por norma “temporário”, em que esse desvio de doentes está ativo, o serviço de urgência geral “permanece em funcionamento, garantindo a presença mínima de médicos internistas”, garantindo o Garcia de Orta “o atendimento de todos os doentes” que cheguem à urgência pelos seus próprios meios.

Apesar destes esclarecimentos, e para “evitar a sobrelotação dos Serviços de Urgência, o HGO apela a uma utilização racional dos mesmos”, em particular “à população de Almada e do Seixal”.

A estas populações, o Garcia de Orta deixa um apelo para que “em caso de doença aguda, contactem em primeiro a linha SNS 24, aconselhem-se com o médico assistente ou contactem o seu Centro de Saúde, para uma assistência de maior proximidade. Dessa forma, evitam-se tempos de espera maiores”.

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