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IGAS abre investigação à transferência de grávida do hospital Santa Maria

IGAS abre investigação à transferência de grávida do hospital Santa Maria
Gabriele Mammel/EyeEm
A grávida foi transferida do hospital Santa Maria para o S. Francisco Xavier, onde morreu.

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) informa, esta terça-feira, que “foi determinada a instauração de uma inspeção à transferência de uma utente grávida do Hospital de Santa Maria, (…) para o Hospital de São Francisco Xavier, (…) por uma alegada inexistência de vaga no Serviço de Neonatologia da primeira unidade hospitalar para internar o bebé quando fosse provocado o parto”.

No comunicado enviado ao início da tarde às redações, e já depois dos esclarecimentos do hospital Santa Maria, a IGAS esclarece que este processo terá como objetivo “investigar a situação descrita” e deverá responder a, pelo menos, cinco questões.

Qual foi a razão pela qual a utente foi transferida entre as duas unidades hospitalares? Quem foram os responsáveis pela decisão de transferência e sob que pressupostos clínicos asseguraram que a utente poderia ser transferida em segurança? Qual era a situação do Serviço de Neonatologia do Hospital de Santa Maria na data da transferência da utente? Em que circunstâncias ocorreu a morte da utente? Existiam soluções alternativas e mais seguras à transferência da utente?

A IGAS revela ainda que, neste momento, encontram-se mais “outros dois processos de inspeção" em curso.

O caso remonta ao passado dia 23, quando uma grávida de nacionalidade indiana morreu no hospital de São Francisco Xavier. A mulher dirigiu-se às urgências do hospital Santa Maria apresentando dificuldade respiratória e tensão alta, mas, após melhoria, foi transportada para o Francisco Xavier. Mas durante a viagem sofreu uma paragem cardiorrespiratória e acabou por morrer.

O Hospital de Santa Maria esclareceu esta terça-feira que a morte da grávida "foi inesperada" e que o desfecho poderia ter sido igual se a mulher permanecesse naquela unidade de saúde. Segundo o diretor clínico do hospital, a mulher não precisava de cuidados intensivos quando deu entrada.

Já a diretora do serviço de obstetrícia salientou que o hospital não tinha acesso ao historial clínico da grávida e que a mulher estava estável e que, por isso, foi transferida para o hospital de São Francisco Xavier.

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