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João Gomes Cravinho admite ter "muita pena" da saída de Marta Temido

João Gomes Cravinho admite ter "muita pena" da saída de Marta Temido
JOSÉ SENA GOULÃO
Ministro dos Negócios Estrangeiros recorda a "enorme coragem e lucidez" demonstrada pela ministra da Saúde durante a pandemia da covid-19.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, admitiu esta terça-feira ter "muita pena" de perder Marta Temido como sua colega no Governo, lembrando a "enorme coragem e lucidez" demonstrada pela ministra da Saúde durante a pandemia da covid-19.

À chegada a uma reunião informal de chefes de diplomacia da União Europeia, em Praga, João Gomes Cravinho, questionado sobre a demissão de Marta Temido, anunciada na última madrugada, começou por assumir que "sim, foi uma surpresa", e lamentar.

"Lamento muito. Tem sido uma colega com quem trabalhei de perto - aliás, todos nós, no Governo, durante este período extremamente intenso que foi a pandemia. No meu caso, enquanto ministro da Defesa, trabalhei de forma muito próxima com ela. É uma pessoa que me deixou uma impressão de enorme seriedade, de enorme empenho, enorme coragem e lucidez num momento muito difícil", apontou.

Tenho muita pena de a perder como colega.

Questionado sobre se o primeiro-ministro, António Costa, poderá aproveitar esta demissão para proceder a uma remodelação do Governo, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse não ter conversado esta terça-feira com o chefe de Governo e, portanto, desconhecer "qual a ideia que poderá ter", mas sublinhou que, "naturalmente, é apenas a ele que compete tomar esse tipo de decisão".

A demissão da ministra da Saúde Marta Temido, anunciada esta terça-feira de madrugada, constitui a primeira baixa de 'peso' no XXIII Governo Constitucional, que tomou posse há exatamente cinco meses, em 30 de março.

Marta Temido apresentou a demissão por entender que "deixou de ter condições" para exercer o cargo. A demissão, já aceite pelo primeiro-ministro, foi noticiada de madrugada, mas esta terça-feira de manhã fonte oficial do gabinete de António Costa disse à Lusa que a substituição da ministra da Saúde "não será rápida", adiantando que o chefe do Governo gostaria que fosse esta governante a concluir o processo de definição da nova direção executiva do SNS.

Marta Temido iniciou funções como ministra da Saúde em outubro de 2018, sucedendo a Adalberto Campos Fernandes, e foi ministra durante os três últimos três executivos, liderados pelo socialista António Costa.

Numa nota divulgada, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assumiu que aguarda o pedido de exoneração da ministra da Saúde e a proposta de nomeação do seu substituto.

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