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O momento em que Marta Temido se emocionou ao fazer um balanço da pandemia

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Foi em dezembro de 2020 que a ministra da Saúde não conteve as lágrimas, quando fazia o discurso de encerramento da cerimónia de aniversário do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

A ministra da Saúde apresentou esta madrugada a demissão por entender que "deixou de ter condições" para exercer o cargo, demissão que foi aceite pouco depois pelo primeiro-ministro. Marta Temido liderou a pasta durante quase quatro anos, esteve no comando durante a mais grave crise de saúde mundial e foi durante o pico da pandemia de covid-19 que não escondeu a sua fragilidade.

Num discurso de encerramento da cerimónia de aniversário do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em dezembro de 2020, a ministra ficou com a voz embargada e não conteve as lágrimas, ao fazer o balanço do trabalho realizado nos nove meses anteriores. Temido agradeceu aos profissionais do INSA a resposta dada à pandemia, que classificou como "o desafio das nossas vidas", que "obrigou a sacrifícios sem precedentes".

Já no mês anterior, em declarações aos jornalistas, a ministra não conteve a emoção ao pedir desculpa, por duas vezes, "genuinamente e do fundo do coração", pelas declarações que tinha proferido sobre a contratação de "médicos" mais "resilientes". "Fico indignada com esta receção", disse em novembro de 2020.

Marta Temido iniciou funções como ministra da Saúde em outubro de 2018, sucedendo a Adalberto Campos Fernandes.

A ministra demissionária é doutorada em Saúde Internacional pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, mestre em Gestão e Economia da Saúde, pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e é licenciada em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Foi ministra durante os últimos três executivos, liderados pelo socialista António Costa.

Marta Temido também foi subdiretora do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa e presidente do conselho diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde, assim como membro do conselho de administração de vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Durante os seus mandatos, esteve no centro da gestão da pandemia, mas também atravessou várias polémicas. Recentemente, o encerramento dos serviços de urgência de obstetrícia em vários hospitais por falta de médicos para preencher as escalas pressionou a tutela e acabou por conduzir ao pedido de demissão.


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