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Falta de recursos no SNS obriga muitos utentes do interior a recorrer ao litoral e ao privado

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Os utentes do Serviço Nacional de Saúde do interior do país queixam-se, sobretudo, da falta de médicos e de especialidades.

Os utentes do Serviço Nacional de Saúde do interior do país queixam-se, sobretudo, da falta de médicos e de especialidades. No caso de Bragança, para muitas pessoas, a alternativa é recorrer aos hospitais do litoral ou ao setor privado.

A falta de médicos é um problema recorrente em todo o território português, mas com mais incidência no interior do país. Só no distrito de Bragança, cerca de oito mil utentes não têm nenhum médico de família atribuído. Muitos dos visados por esta situação têm de recorrer a instituições de saúde localizadas no litoral do país, ou, quando possível, a hospitais privados.

Mas não é só a falta de médicos que afeta os utentes de Bragança, a não existência de muitas especialidades nos hospitais públicos da região levanta problemas para aqueles que necessitam de cuidados específicos. Para esta contrariedade a solução encontrada é semelhante à da falta de médicos. Recorrer ao litoral, ou aos privados.

Para além de tudo isto as queixas relativas à falta de resposta por parte dos hospitais, a demora em vários serviços e os cancelamentos de consultas e exames são situações expostas pelos próprios utentes.

Mais recentemente, uma outra questão tem surgido. O encerramento temporário das urgências de obstetrícia e dos blocos de parto tem preocupada as grávidas do distrito que, quando tal acontece, têm de se deslocar a Vila Real num percurso que, em muitos casos, pode exceder os 200 quilómetros.

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