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Ministério Público está a investigar ataque informático à TAP

Ministério Público está a investigar ataque informático à TAP
Horacio Villalobos/Getty Imagens
Foram roubadas informações pessoais de 1,5 milhões de clientes da companhia aérea.

O inquérito está a ser dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa. Também a Polícia Judiciária (PJ) e o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) estão a acompanhar o caso.

O grupo de hackers Ragnar Locker, responsável pelo ataque informático à TAP no final do mês passado, publicou dados pessoais de 1,5 milhões de clientes da companhia aérea.

Esta segunda-feira, foi divulgado na Dark Web um documento com 581 gigabytes de informação. De acordo com o jornal Expresso, a TAP não terá cedido à chantagem do grupo de piratas, que dizem que continuam a ter acesso aos sistemas informáticos da companhia aérea.

Os dados divulgados pelo grupo Ragnar Locker incluem nomes, moradas, números de telemóvel de clientes, e ainda acordos confidenciais, cartões de identidade de profissionais e informação sobre incidentes durante as operações.

A TAP assegura, porém, que não foram comprometidos dados de pagamento, como os números de cartões de crédito.

Entretanto, a presidente da comissão executiva da TAP, Christine Ourmiéres-Widener, divulgou um vídeo no qual pediu "sinceras desculpas" aos clientes, garantindo que a companhia aérea está a "reforçar ativamente as medidas de segurança". Por outro lado, recusou qualquer cedência ou compromisso com os cibercriminosos.

"Nós não queremos negociar e não estamos dispostos a recompensar este comportamento de maneira alguma e esperemos que nos apoiem nesta atitude ética. (…) O risco de ciberataques está a aumentar e é um perigo que a nossa sociedade irá enfrentar mais e mais no futuro".

Saliente-se que, o grupo que reivindicou o ataque à TAP é o mesmo que realizou um ciberataque à EDP há cerca de dois anos e meio e, na altura, o Ragnar Locker pediu um resgate de 10 milhões de euros à empresa que sempre negou qualquer pagamento.

Com recurso a aplicações maliciosas, designadas por ransomware, o grupo começa por infetar os sistemas informáticos, encripta e sequestra os dados das vítimas. Posteriormente procura cobrar resgates, geralmente em criptomoedas, de modo a que seja mais difícil serem detetados.

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