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Maus-tratos a idosa em Boliqueime: antigos funcionários do lar dizem que não é caso único

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"Eu já ouvi agressões, humilhações, maus-tratos, falta de cuidados, abandono", revela um dos antigos funcionários.

Antigos funcionários do Lar da Misericórdia de Boliqueime levantam suspeitas de que a situação da idosa encontrada com parte do corpo coberto de formigas e com feridas não será caso único e que os problemas com os insetos nos quartos dos utentes já tinham sido reportados há pelo menos um ano, sem que nada fosse feito.

O inquérito interno ainda realiza entrevistas a funcionários, à procura dos responsáveis pela falha de vigilância que levou a que uma idosa, acamada, tivesse sido sujeita a tais condições. Um antigo funcionário, que trabalhou no lar em 2021, diz agora que as formigas já existiam antes.

"Não é só aquele quarto que é dominado por formigas", garante Vinicius Edwards.

Não é o único a queixar-se: um conjunto de antigos funcionários já fez chegar várias queixas sobre o funcionamento da instituição.

"Eu já ouvi agressões, humilhações, maus-tratos, falta de cuidados, abandono (...) casos muito similares ao da idosa já aconteceram várias vezes", conta o antigo funcionário.

À SIC, a provedora do Lar da Misericórdia de Boliqueime, Sílvia Sebastião, garante que o número de funcionários da instituição cumpre a lei e é o suficiente.

O caso está a ser investigado pelo Ministério Público, que já ordenou a realização de uma autópsia.

A ministra do Trabalho e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, também já tomou conhecimento do caso e pede que seja investigado até às últimas consequências.

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