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O que espera o líder do PSD da proposta de OE 2023? Apenas "fruta da época"

O que espera o líder do PSD da proposta de OE 2023? Apenas "fruta da época"
NUNO ANDRÉ FERREIRA/Lusa

Luís Montenegro reconhece a importância do acordo assinado em sede de concertação social, concretamente sobre o OE 2023 diz esperar "pouco".

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O líder do PSD comentou, ao final da manhã desta segunda-feira, o acordo celebrado entre o Governo e alguns parceiros sociais (CGTP não assinou), que considera de “saudar”, apesar de "limitado". Quanto à proposta de Orçamento do Estado diz "esperar pouco".

“É importante mas limitado. [é um] acordo que perspetiva melhorias em termos de rendimentos, que são assinaláveis mas que não resolvem o problema de Portugal que é o de termos cada vez mais pessoas a ganharem o salário mínimo nacional, que está cada vez mais perto do salário médio. E a ambição de Portugal deve ser mais do que isso”

Por outro lado, prosseguiu Luís Montenegro em declarações aos jornalistas, “é pouco ambicioso para não dizer omisso na vontade transformadora do país, na criação de um novo modelo económico de desenvolvimento que potencie uma criação de riqueza muito maior, que possa pôr-nos no patamar da frente da UE (…) para precisamente termos meios para pagar melhores salários e ter um Estado com mais eficiência nos seus serviços públicos”.

Em suma, concluiu, “é um acordo importante mas limitado” é de saudar que haja diálogo social em Portugal, salientando ainda que foi feito “à pressa” e sete anos depois de governação socialista.

OE 2023? “Espero pouco”

Questionado sobre o que OE 2023, que hoje vai ser entregue no Parlamento, o líder social-democrata disse esperar “pouco”, vincando porém que “seguramente teremos uma bela apresentação, belos quadros, um belo Power Point, um belo conjunto de intenções e depois não vamos ter resultados”.

“Vamos ter a fruta da época, uma bela conferência de imprensa, anúncios com certeza, mas os portugueses com uma perda de compra, o país a pagar impostos como nunca pagou, o excesso da carga fiscal a não ter um retorno do ponto de vista das políticas sociais que possa gerar mais justiça social".

A exemplo dessa justiça social, Luís Montenegro destacou que hoje é “bom dia para lembra isso, por ser o dia em que pensionistas e reformados veem chegar às suas contas um valor equivalente a metade da sua pensão como uma ajuda extraordinária, que nós defendemos”. Acontece que, exemplificou, ”o que o Governo hoje está a fazer é a fazer chegar 200 euros a um pensionista de 400 euros e 2.000 a um que tem uma pensão de 4.000".

O líder do PSD deu início, esta segunda-feira, a mais um roteiro “Sentir Portugal”. No distrito de Évora, Luís Montenegro visitará os concelhos de Évora, Reguengos de Monsaraz, Mourão e Redondo.

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