Em Portugal há um milhão de pessoas com mobilidade condicionada, no entanto a maioria dos edifícios não tem acessos adequados.
Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão, afirma que não está preocupada com quem está ou não a desenvolver um plano de acessibilidade. Explica que nos 308 municípios do país foi lançada uma linha, que se chama Programa de Intervenção nas Vias Públicas, e foram recebidas um total de 227 candidaturas. Destas 29 já estão aprovadas
"Aquilo que nos preocupa neste momento é ir para o terreno com obra, porque é isso que faz a diferença na vida das pessoas", diz a secretária de Estado da Inclusão.
Segundo os últimos sensos, cerca de 80% do edificado nacional é "respeitante a anos anteriores a 1997", ou seja é anterior à primeira lei das acessibilidades.
Ana Sofia Antunes explica que "em regra" as intervenções nestes edifícios acontecem "quando alguém com deficiência ou mobilidade condicionada vive ou trabalha" em determinado prédio.
A secretária de Estado vinca a ideia de que o mais importante não é "estudar e planear coisas que depois não saem do papel", nem criar “zonas modelo”, mas sim avançar para o terreno de forma generalizada.
"Nós não precisamos de zonas modelos, porque não estamos confinados a zonas da cidade. Nós precisamos de acessibilidade generalizada e que sejam as pessoas a dizerem-nos onde precisam dela", explica Ana Sofia Antunes.
Portugal foi o “único país dos 27 Estados da UE que canalizou parte do seu Programa de Recuperação e Resiliência para as acessibilidades”, diz Ana Sofia Antunes.
Há um total de 45 milhões de euros que foram a candidatura e “estão a ser executados em obra concreta”, nomeadamente em serviços públicos, porque há que "dar o exemplo na administração pública", considera a secretária de Estado.
Um dos grande objetivos traçados por Ana Sofia Antunes é "deixar as verbas que conseguiram mobilizar do PRR executadas" com "obras feitas e vias e serviços públicos mais acessíveis", assim ter "serviços de fiscalização mais operacionais".