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Miguel Alves foi "descuidado e negligente" e "escusa-se de fazer de vítima"

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Luís Marques Mendes afirma que explicação do secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro foi "esfarrapada".

Luís Marques Mendes diz que Miguel Alves, o novo secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, foi "descuidado e negligente" quanto ao adiantamento de 300 mil euros que fez enquanto era autarca da Câmara de Caminha.

O comentador da SIC afirma que o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro deu uma "desculpa esfarrapada" e "escusa-se de fazer de vítima".

Há dois anos, negociou e assinou um contrato de promessa de arrendamento de um pavilhão multiusos, avaliado em oito milhões de euros, que até ao momento ainda não se sabe onde vai ser construído.

Na altura, o então autarca garantiu a câmara e à assembleia municipal que os acionistas da empresa que será responsável pela construção do pavilhão têm experiência na área.

No entanto, o semanário Expresso, na edição de 28 de outubro, noticiou que a empresa em questão, a Green Endogenous, S. A., faz parte de um grupo de investimento que foi "criado na hora".

Em entrevista ao Jornal de Notícias e à TSF, Miguel Alves mostrou-se seguro da legalidade do processo e explicou o porquê de não se ter pronunciado publicamente sobre esta polémica antes.

"E a minha primeira pronúncia não foi aqui, foi junto da PGR, através de carta, onde juntei a minha disponibilidade para prestar o meu esclarecimento a qualquer momento sobre o inquérito que foi aberto a propósito desta situação. Agora, estou aqui para que todos possam compreender a minha opção, uma opção legal, transparente e que defende o interesse público em Caminha e, também, no país", disse Miguel Alves.

No entanto, a empresa foi criada em 2020, no mesmo ano em que o contrato foi negociado.

Em Caminha, a oposição pediu uma Assembleia Municipal Extraordinária para votar a resolução do polémico contrato, mas alega que encontrou entraves. A coligação que junta PSD, CDS, PPM e Aliança, em Caminha, fala num bloqueio propositado no acesso à informação que se arrasta desde o início do ano.

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