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Centro comercial STOP: lojas transformaram-se em estúdios e agora podem fechar portas

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Condomínio diz não ter dinheiro para obras para cumprir normas de segurança.

O centro comercial STOP, no Porto, está em risco de fechar. Muitas lojas são usadas por músicos como estúdio de gravação ou salas de ensaio. Mas o condomínio diz que não tem dinheiro para as obras necessárias para cumprir as normas de segurança.

Está deserto ao início da manhã, mas assim que a noite cai é terreno fértil para a criatividade de quase 500 músicos.

O centro comercial é gerido pela administração de condomínio que, apresentou em maio, um projeto para reabilitar o STOP, mas diz não ter dinheiro para as obras necessárias para cumprir as condições de segurança exigidas.

O prazo para o arranque da empreitada termina agora.

Em reunião de Câmara, a CDU propõe uma eventual tomada de posse administrativa do espaço, caso se esgotem todas as alternativas.

Rui Moreira diz que seria ilegal a tomada de posse administrativa do centro comercial enquanto decorrem os prazos de obra.

Para o presidente, a compra do STOP seria também complicada, uma vez que é difícil encontrar os mais de 90 proprietários. Alega ainda ser impossível em termos jurídicos financiar uma obra privada. Por isso, restou apenas uma alternativa à autarquia: acolher os músicos em dois pisos.

Um imbróglio que se arrasta há anos e que parece ter chegado a um beco sem saída. Alguns músicos pedem uma reunião para o próximo sábado para definirem estratégia para procurar soluções para aquela que é conhecida nestes corredores como a casa da música.

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