A maternidade do Centro Hospitalar do Médio Ave, em Famalicão, corre o risco de fechar. O presidente da Câmara reuniu com o ministro da Saúde. Diz que Manuel Pizarro reconhece a importância da maternidade e que ainda está a avaliar a situação. A decisão definitiva deverá ser anunciada em meados do próximo ano.
A comissão de acompanhamento responsável por apresentar uma reforma para as maternidades propôs o fecho de várias urgências de ginecologia e obstetrícia. Uma delas é a do Centro Hospitalar do Médio Ave que serve três concelhos Famalicão, Trofa e Santo Tirso.
Contra o possível encerramento, os três autarcas reuniram-se com o Ministro da Saúde para manifestarem as suas preocupações.
Na maternidade de Famalicão, em média, são feitos 1200 partos por ano. O Sindicato Independente dos Médicos prevê uma situação caótica caso as urgências de obstetrícia venham a fechar.
A proposta da comissão de acompanhamento revela uma deslocação dos serviços de urgências para os hospitais mais próximos, uma hipótese sem sentido, segundo a União dos Sindicatos do Distrito de Braga, que organizou juntamente com a CGTP uma manifestação para esta terça-feira à tarde em frente ao Hospital de Famalicão.
Entre avaliações e estudos mais aprofundados que o Ministro da Saúde diz serem precisos, a decisão do eventual encerramento deverá ser anunciada em meados do próximo ano.
