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António Mexia e João Manso Neto ponderam exigir indemnização ao Estado por terem sido afastados da EDP

O presidente da EDP, António Mexia (C), ladeado por Manso Neto (E) e  Miguel Stilwell Andrade, durante a assembleia-geral de acionistas da EDP, em Lisboa, a 24 de abril de 2019
O presidente da EDP, António Mexia (C), ladeado por Manso Neto (E) e Miguel Stilwell Andrade, durante a assembleia-geral de acionistas da EDP, em Lisboa, a 24 de abril de 2019
ANTÓNIO COTRIM

Tribunal da Relação está há dois anos para decidir se as medidas de coação foram ou não legais.

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António Mexia e João Manso Neto estão a ponderar exigir uma indemnização ao Estado por terem sido afastados da EDP pelo juiz Carlos Alexandre. A ação só ainda não avançou porque o Tribunal da Relação está há dois anos para decidir se as medidas de coação foram ou não legais.

Era arguido há 3 anos quando foi chamado para interrogatório pelo juiz Carlos Alexandre.

António Mexia, à época presidente executivo da EDP, invocou a coerência para justificar o silêncio.

O silêncio não os prejudicou, mas também não os terá favorecido.

Por ordem do juiz, ficaram suspensos de funções, proibidos de entrar no edifício da EDP, de contactar com funcionários. Obrigados a entregar o passaporte e uma caução de 1 milhão de euros.

A defesa recorreu para a Relação de Lisboa, mas o recurso ficou adormecido durante meses.

Quando as medidas de coação caíram pelo prazo máximo legal, a juíza desembargadora veio dizer que já não valia a pena decidir a questão por não ter efeito prático.

Mexia e Manso Neto avançaram para o Tribunal Constitucional que, em abril, lhes deu razão.

A defesa de António Mexia e de João Manso Neto aguarda há sete meses.

Suspeitos de corrupção e de participação económica em negócio, António Mexia e João Manso Neto continuam à espera de acusação. Abandonaram a EDP há um ano.

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