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"Autorização do Parlamento terá o sentido que eu quiser atribuir", diz Marcelo

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O Presidente da República admite que votos contra viagem ao Qatar "foram obviamente de conteúdo", mas o Mundial é importante para projeção de Portugal e "as autoridades portuguesas devem lá estar".

O Presidente da República afirma que a aprovação da viagem ao Qatar pelo Parlamento tem o sentido que lhe quiser dar, considerando que os "votos contra foram obviamente de conteúdo".

Sublinha que Portugal tem relações diplomáticas com países que não são democráticos e considera que a "presença da seleção é uma forma de presença de Portugal e dos interesses portugueses".

"É evidente que a intervenção da seleção portuguesa de futebol é uma forma de projeção do interesse nacional tão forte, tão forte que o seu capitão é a pessoa mais conhecida do mundo."

Marcelo Rebelo de Sousa afirma que é "completamente diferente apoiar lá e lá dizer o que se pensa sobre a situação política" e havendo este evento, "que é um certame de projeção importante para Portugal, as autoridades portuguesas devem lá estar".

Insistiu que “a seleção portuguesa tem uma visibilidade e um peso internacional óbvio, não vale a pena desmentir, é assim, e, portanto, é Portugal que está representado por embaixadores muito qualificados”.

O Presidente da República acrescentou ainda que quando foi aprovado este Mundial, em 2010, era chefe de Estado Cavaco Silva e era primeiro-ministro José Sócrates e “não houve na altura, nem depois, qualquer tipo de posição da comunidade internacional, como tinha havido no passado pelo menos nos Jogos Olímpicos”.

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